Administrador de Empresas, com ênfase em Gereciamento Mercadista. Com forte experiência no Varejo.

21 de novembro de 2014

Empatia

Ryan Hreljac, com apenas seis anos, assistia a uma aula na sua escola em Kemptville, Canadá, quando a professora disse que milhares de crianças africanas tinham que andar vários quilômetros por dia para conseguir um pouco de água suja, escura e contaminada para beber, e por isso ficavam doentes ou morriam.
Ryan se comoveu com a história, pois tinha água limpa a hora que quisesse, sem nenhum esforço, bastava abrir a torneira. Perguntou para a professora qual o valor que precisaria para levar água para as crianças africanas, e ela se lembrou da ONG WaterCan que perfurava poços na África, e que um poço pequeno deveria custar cerca de 70 dólares.
Ryan chegou em casa e disse para sua mãe, Susan, que precisava de 70 dólares para construir um poço para as crianças da África. Ela não lhe deu o dinheiro de imediato e disse que ele teria que fazer tarefas domésticas para poder arrecadar esse valor. Ryan então trabalhou 4 meses para conseguir o dinheiro. 
Ele e sua mãe foram até a WaterCan, mas informaram que somente a bomba manual custava 70 dólares. 
Para a perfuração do poço seriam necessários 2.000 dólares.
Eles não tinham esse dinheiro, mas Ryan falou que voltaria em breve. 
Sua energia e determinação animaram e movimentaram vizinhos, irmãos e amigos. 
Todos se propuseram a trabalhar, vender produtos e conseguir doações. 
Em pouco tempo conseguiram arrecadaram 700 dólares, e então a WaterCan decidiu completar 
com o restante do valor.
Em 1999, o tão almejado poço foi construído na Angolo Primary School
A Ryan’s Well Foundation, criada em 2001, após 10 anos de existência, ajudou a construir mais de 630 poços e 700 latrinas, levando água potável e serviços de saneamento básico para mais de 700.000 pessoas. 
Ryan é reconhecido pela Unicef como Líder Global da Juventude e continua dedicado e empolgado 
com seu trabalho na Fundação, dando palestras em vários países, escolas, igrejas, clubes, 
eventos e conferências, falando de forma apaixonada sobre a necessidade de água limpa em todo o mundo.
Segundo dados oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – estudo realizado em 2011 – os afastamentos por problemas psicológicos no Brasil já ocupam o 3º lugar no ranking oficial. 
Cada vez mais os profissionais estão sofrendo mais com estresse e depressão, provocados principalmente pela pressão que sofrem em seu ambiente de trabalho, e pela falta de empatia de seus líderes.
Muitos líderes se preocupam em ser simpáticos, mas pouco se esforçam para ser empáticos, 
e alguns talvez nem saibam direito o que isso significa.
Empatia não é apenas a consciência sobre o que os outros estão passando, mas um movimento 
interior que provoca atitudes de amor e compaixão pelas pessoas. Empatia vai muito além da identificação.
Podemos até não ter afinidade com alguém, mas nada impede que busquemos entender as razões 
pelas quais essa pessoa se comporta de determinada maneira.
Por isso, empatia é uma das principais competências de um grande líder, porque o ajuda a colocar-se 
no lugar das pessoas, enxergar com os olhos delas, “calçar seus sapatos”, e buscar sentir o que elas sentem, para que assim, seja capaz de compreendê-las melhor e servi-las em suas reais necessidades.
Apenas não confunda empatia com paternalismo ou complacência.
Como líder, você tem a responsabilidade de conquistar os melhores resultados, e para isso precisa 
exigir o melhor de cada um de seus liderados todos os dias, porque, quando aceita menos do que isso, 
os incentiva a se conformarem com a mediocridade.

Contudo, pessoas não podem ser apenas tratadas como “recursos” para a obtenção de resultados, pessoas têm sentimentos e emoções, e esperam (e precisam) ser tratadas e respeitadas como tal, portanto, seja um líder empático, e cuide do recurso mais valioso que você tem em suas mãos: o ser humano.

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