Administrador de Empresas, com ênfase em Gereciamento Mercadista. Com forte experiência no Varejo.
23 de abril de 2016
Sons Inaudíveis
Um rei mandou seu filho estudar no
templo de um grande Mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande
pessoa.
Quando o príncipe chegou ao templo, o Mestre o mandou sozinho para uma
floresta.
Ele deveria voltar um ano depois, com a
tarefa de descrever todos os sons da floresta.
Quando o príncipe retornou ao templo,
após um ano, o Mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira
ouvir. Então disse o príncipe:
- Mestre, pude ouvir o canto dos
pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na
grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus...
E ao terminar o seu relato, o Mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
E ao terminar o seu relato, o Mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
Apesar de intrigado, o príncipe
obedeceu a ordem do Mestre, pensando:
- Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta...
- Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta...
Por dias e noites ficou sozinho
ouvindo, ouvindo, ouvindo... mas não conseguiu distinguir nada de novo além
daquilo que havia dito ao Mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons
vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes.
E quanto mais prestava atenção, mais
claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.
Pensou:
- Esses devem ser os sons que o Mestre
queria que eu ouvisse...
E sem pressa, ficou ali ouvindo e
ouvindo, pacientemente.
Queria ter certeza de que estava no
caminho certo.
Quando retornou ao templo, o Mestre lhe
perguntou o que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente o príncipe
disse:
- Mestre, quando prestei atenção pude
ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo
a terra e da grama bebendo o orvalho da noite...
O Mestre sorrindo, acenou com a cabeça
em sinal de aprovação, e disse:
- Ouvir o inaudível é ter a calma
necessária para se tornar uma grande pessoa.
Apenas quando se aprende a ouvir o
coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas
queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender
o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.
22 de abril de 2016
Qual é a cor do mundo?
Um ancião descansava num banco de
madeira à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um
automóvel:
- Bom dia, meu amigo!
- Bom dia!
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos...
- Estarei vindo de mudança para cá e gostaria de saber como é o povo daqui.
- Deixe-me perguntar-lhe uma coisa primeiro, como são as pessoas lá da sua cidade?
- Ah! De onde venho o povo é gente boa, fraterna. Fiz muitos amigos. Só estou saindo de lá por imperativos da profissão.
- O senhor é um homem de sorte, meu filho.
- Bom dia!
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos...
- Estarei vindo de mudança para cá e gostaria de saber como é o povo daqui.
- Deixe-me perguntar-lhe uma coisa primeiro, como são as pessoas lá da sua cidade?
- Ah! De onde venho o povo é gente boa, fraterna. Fiz muitos amigos. Só estou saindo de lá por imperativos da profissão.
- O senhor é um homem de sorte, meu filho.
Esta cidade é exatamente igual a sua.
Vai gostar daqui!
O forasteiro agradeceu e partiu.
O forasteiro agradeceu e partiu.
Minutos depois apareceu outro motorista
e tem a mesma conversa com o ancião.
O ancião, lançou-lhe a mesma
pergunta:
- Como são as pessoas lá da sua cidade?
- Horríveis! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante!
- Como são as pessoas lá da sua cidade?
- Horríveis! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante!
Não fiz um único amigo naquele
lugar!
- Sinto muito, filho, você está sem sorte, pois aqui encontrará exatamente o mesmo ambiente.
Um rapaz, que a tudo assistiu, não se conteve:
- Senhor, não pude deixar de ouvir as duas conversas... como pode responder à mesma pergunta com duas respostas tão diferentes uma da outra?
- Nós vemos e julgamos o mundo a partir da nossa própria ótica, a partir do que nós mesmos somos.
Uma pessoa fofoqueira, por exemplo, de imediato enxergará todos os fofoqueiros da cidade; uma pessoa agressiva, de imediato enxergará todos os agressivos deste lugar.
O primeiro homem enxergará as pessoas boas e fraternas deste lugar; o outro, bem, enxergará os orgulhosos, os preconceituosos e os arrogantes.
A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.
- Sinto muito, filho, você está sem sorte, pois aqui encontrará exatamente o mesmo ambiente.
Um rapaz, que a tudo assistiu, não se conteve:
- Senhor, não pude deixar de ouvir as duas conversas... como pode responder à mesma pergunta com duas respostas tão diferentes uma da outra?
- Nós vemos e julgamos o mundo a partir da nossa própria ótica, a partir do que nós mesmos somos.
Uma pessoa fofoqueira, por exemplo, de imediato enxergará todos os fofoqueiros da cidade; uma pessoa agressiva, de imediato enxergará todos os agressivos deste lugar.
O primeiro homem enxergará as pessoas boas e fraternas deste lugar; o outro, bem, enxergará os orgulhosos, os preconceituosos e os arrogantes.
A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.
20 de abril de 2016
19 de abril de 2016
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